Museu da Gravura

Museu da Gravura Cidade de Curitiba abre suas salas para novas mostras com diferentes linguagens das artes plásticas. A partir de hoje, 05, o público poderá apreciar as exposições Campo Neutral, de Felipe Prando; Cabe a Alma, de Maria Ivone dos Santos; Desde o Observatório, com trabalhos de Didonet Thomaz; e Museu da Gravura Cidade de Curitiba: registros de uma história, sob a organização de Ana González.

Em Campo Neutral

Exposição integrante do projeto Alguns Lugares onde se pode ir, viabilizado pelo Fundo Municipal da Cultura –, o artista e pesquisador Felipe Prando reúne trabalhos de dez artistas e curadores curitibanos contemporâneos, com a proposta de questionar o espaço expositivo. “Se a arte é um território livre, por que sua fruição deveria ser mediada pela rigidez e a formalidade da maioria dos espaços dedicados a ela?”, questiona Felipe Prando. A mostra, em formato inovador, reúne proposições artísticas e curatoriais que desenvolvem reflexões sobre práticas expositivas no sistema da arte.

Integram a exposição os nomes de Jorge Menna Barreto (Café Educativo + Projeto Matéria), Vitor Cesar (Arte e Esfera Pública + BaseMóvel), Ricardo Basbaum (Conversas Coletivas), Regina Melim (Coleção A2 da Plataforma Parentesis), Martin Grossmann (Fórum Permanente), Graziela Kunsch (Projeto Mutirão + Não há nada para ver + Arte e Esfera Pública), Roberto “Traplev” (“Recibo” publicação de artes visuais), Luiza Proença e Roberto Winter (Temporada de Projetos na Temporada de Projetos) e Santiago Navarro (Formas de Pensar + Invernos de um Balneário).

Nos dias 15 e 16 de junho, no Museu da Gravura, os participantes de Campo Neutral farão uma exposição pública de suas práticas, em um seminário mediado pelos pesquisadores de artes visuais Keila Kern, Paulo Reis e Milla Jung. O conteúdo desse seminário será reunido em uma publicação, disponível nos formatos impresso e digital, com lançamento marcado para o dia 6 de agosto.

Percepção

Exposição Cabe a Alma

A mostra Cabe a Alma, de Maria Ivone dos Santos, é composta por séries de fotografias coloridas, vídeo e texto que abordam a complexidade e diversidade da percepção. As fotos foram captadas entre janeiro e maio de 2013, em caminhadas, deslocamentos e viagens. São imagens de um mundo alterado pelo uso de dispositivos de captura, nas quais o gesto de mostrar é evidenciado pelo enquadramento que não esconde a mão que segura o dispositivo onde se aloja a imagem, produzindo a colisão de dois enquadramentos.

Imagens inéditas


A artista Didonet Thomaz apresenta Desde o Observatório – Série Documentos poéticos – 2007 – 2012, reunindo fotografias analógicas e digitais, uma videoarte e objetos, tendo como tema a ruína.

As séries de fotografias DESTELHADO (sete painéis), RUÍNA (um painel) e CHAMINÉ (sete painéis) foram realizadas em diferentes dimensões, com imagens coloridas inéditas, obtidas pela artista a partir da janela do sótão de uma casa que desabou, no período de 2007 a 2011. Acompanha a série Documentos poéticos, uma pequena mesa contendo objetos mínimos que foram preteridos e que serão valorizados no decurso da exposição. A filmagem da videoarte Espaço Provisório (2011) foi feita no interior de uma casa, antes do seu desabamento. O trabalho participou de exposições nos museus de Arte e de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul e do Santander Cultural, todos na cidade de Porto Alegre.

História
Organizada por Ana González, artista plástica e coordenadora do Museu da Gravura, a exposição Museu da Gravura Cidade de Curitiba: Registros de uma história apresenta um recorte sobre a origem e a história do Museu da Gravura, reunindo documentos e fotografias, catálogos e publicações.

A exposição conta com duas etapas. A primeira delas teve início em 14 de maio, dentro das comemorações da 11ª Semana Nacional de Museus, com duas salas dedicadas a registros históricos. Nesta segunda fase, mais seis salas serão ocupadas por obras incorporadas ao acervo do MGCC por ocasião das Mostras da Gravura de Curitiba em suas diversas edições e seus respectivos cartazes, pertencentes ao acervo de cartazes da Fundação Cultural de Curitiba.

Serviço
Data: De 05/06 a 11/08/2013
Horário: de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13 às 18h; sábados e domingos, das 12h às 18h.
Local: Museu da Gravura Cidade de Curitiba (Solar do Barão – Rua Carlos Cavalcanti, 533 – Centro).
Entrada franca.
Informações: (41) 3321-3269

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.