Resenha | Conversarte

Crédito: Daniel Rebello

Crédito: Daniel Rebello

Curitiba recebeu, na última quinta-feira (10), o 3º encontro do Conversarte, um evento que visa um bate-papo sobre diversos assuntos ao redor de um tema. Os convidados dessa edição foram Leandro Erlich e Alexandre Orion e a temática foi “Percepção e perspectiva: A ressignificação do olhar”.

Eram 20h quando os participantes subiram ao palco do Teatro Bom Jesus. Participantes, esses, que não se limitavam apenas aos artistas e o mediador Luan Galani, repórter da Gazeta do Povo. De última hora, a jornalista Alexia, do portal Even More, foi convidada a se juntar na mediação, além de 8 convidados da plateia poderem interagir também.

O foco principal da conversa foi a questão das intervenções urbanas que Alexandre e Leandro fazem ao redor do mundo. Para eles, uma linguagem sem palavras é algo muito comovente, pois de onde a pessoa seja, ela poderá interpretar a mensagem. Nos trabalhos dos dois artistas, o espectador acaba sendo protagonista de suas artes também, que são feitas em um palco nada menos do que a cidade em si. Se a intenção era passar apenas um significado com a obra, agora ela passa dois, três ou até mais, visto que a cidade é cheia de significados diversos.

Sobre o motivo de fazerem esse tipo de arte, é dada a resposta de que as pessoas não prestam mais atenção nas ruas em que passam. O objetivo é impactar e desconstruir a realidade do espectador. Sobre o conceito de suas artes, eles também opinam sobre o papel dos museus na sociedade atualmente. Quando alguém vai visitar um museu, ela está, inconscientemente, preparada para o que irá ver dentro dele. Portanto, tudo o que está fora de um museu ainda causa um impacto muito grande para quem vê. Segundo Alexandre, os museus determinam o que é arte do que não é.

Para finalizar o contexto, a questão sobre publicação das artes na internet foi discutida. Não há como negar que, hoje em dia, tudo se encontra na internet. Porém, na opinião desses grandes artistas, a rede de computadores limita a experiência principal de suas interenções, que é justamente interagir com a obra.

Além do delicioso bate-papo de duas horas e meia, o público ainda pode conferir a pré-estreia da exposição “Caleidoscopia”, da curitibana Nicole Gulin. A exposição fica exposta até o dia 27 de setembro no foyer do teatro.

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