Crítica: Aviões

Estreia neste final de semana nas principais salas de cinema a nova animação da Disney, Aviões (Planes). O filme lembra muito Carros, mas desta vez a produção não é da Pixar e sim do Estúdio Disneytoons, do Estúdio Walt Disney Animation. O longa é dirigido por Klay Hall e tem produção de John Lasseter, diretor criativo da Pixar, mas é notável a diferença entre as animações.

O filme conta a aventura vivida por Dusty, um pulverizador agrícola que vive no interior dos Estados Unidos, e ele tem o sonho de ser um piloto de competição. O protagonista é simpático, mas tem poucas chances para alçar vôos tão distantes. Mas como toda história tem um final feliz, Dusty, com muita força de vontade consegue provar que também é capaz de lutar de igual para igual com aviões como Ripslinger.

É notável que a nova animação da Disney possui características muito parecidas com o filme Carros, com personagens caricatos e que possuem características reconhecível do desenho do McQueen. Contudo, o roteirista Jeffrey M. Howard não conseguiu fazer com que o filme rendesse até o fim e o transformou em um longa-metragem completamente infantil. Sem contar que a história não é inovadora e lembra o desenho Turbo, lançado recentemente nos cinemas.
A produção em 3D deixa a desejar e os efeitos poderiam ter sido melhor aproveitado, mas vale lembrar que Aviões foi planejado originalmente para o mercado de Home & Video, contudo a direção da Disney optou por lançar o longa nos cinemas.
O filme não traz novidades para a telona, mas fica claro que a Disney resolveu aproveitar mais um pouco do sucesso do antecessor Carros, um dos filmes mais populares dos últimos anos dos estúdios. A animação é nova, mas com um que de história já conhecida e promete agradar os pequenos que gostam da identificação com o desenho. Para os pais resta se divertir com o humor dos aviões, dando destaque para El Chupacabra.
Assista o trailer:

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.