Crítica: Bohemian Rhapsody


Está chegando à cinebiografia do Queen. O filme “Bohemian Rhapsody” vem sendo esperada ansiosamente pelo público que quer ver a ascensão de Freddie Mercury e do Queen ao sucesso.
A história não tem novidades e apresenta um pouco sobre a vida de Freddie Mercury (Rami Malek) ao formar a banda com Brian May (Gwilym Lee), John Deacon (Joseph Mazzello) e Roger Taylor (Ben Hardy). Além disso, acompanhamos a relação dele com a sua família e seus relacionamentos. A ascenção da banda faz com que Freddie Mercury precise lidar com diversos percalços que vieram junto com o sucesso.
Trazer para o cinema a história de um dos maiores ícones da música não é uma tarefa nada fácil e a preparação do filme passou por diversos problemas. Bohemian Rhapsody teve uma produção conturbada como a troca de atores Sacha Baron Cohen por Rami Malek e o escândalo sexual envolvendo o diretor Bryan Singer – que não finalizou a obra.


Bohemian Rhapsody tem um problema sério de ritmo. São 135 minutos de duração, mas o roteiro de Anthony McCarten (A Teoria de Tudo) possui falhas de ritmo ao apostar que as músicas ditam as narrativas e isso faz com que o algumas situações terminam rápido demais fazendo com que a dramaticidade fique rasa. Principalmente primeira parte do filme passa várias situações rápidas demais, e isso é sentido no final do longa-metragem onde temos a apresentação Live Aid quase inteiro e que se tornou o ponto alto da produção cinematográfica.
Para os mais atentos também é possível reconhecer várias incoerências de dados e o erro de informação pode chatear os fãs da banda. Entre as imprecisões históricas mais graves está à explicação da música “Love Of My Life”, a cena ocorre em 1975, e utiliza passagens reais de shows feitos pelo Queen e entre as imagens está o Rock In Rio que só aconteceu em 1985.
Se faltam informações concretas sobre a trajetória da banda, o mesmo não pode ser dito da caracterização. A roupa, maquiagem e cabelo remetem bem os anos 70 e 80 sem parecer caricato.


O ator escolhido para viver Freddie Mercury no cinema foi Rami Malek que não é tão parecido com o artista, mas é preciso reconhecer que o ator se preocupou em estudar a linguagem corporal e criar o magnetismo que Mercury tinha. A cena de maior destaque é a participação do Queen no Live Aid, onde Rami é a personificação viva do cantor. O restante da banda formada por Brian May (Gwilym Lee), John Deacon (Joseph Mazzello) e Roger Taylor (Ben Hardy) mostra que a química funciou bem na telona, assim como funcionava no palco.
Outro destaque fica por conta da atriz Lucy Boynton que mostra uma relação intensa que Mary Austin tinha com Mercury e a força e sensibilidade que precisa para se tornear o primeiro amor e a fiel amiga do cantor.
A cinebiografia deixa de lado os excessos da vida de Freddie Mercury, mas é uma celebração ao Queen e tudo que eles representam para a música.
Assista o trailer:

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.