Crítica: Cinderela Pop


Toda menina alguma vez na vida já sonhou em ser princesa. Está chegando aos cinemas uma princesa dos tempos atuais, aquela que troca o sapatinho de cristal por um tênis. O livro de Paula Pimenta foi adaptado para o cinema e traz Maisa Silva no papel da gata borralheira moderna.
A nova roupagem d o clássico infantil apresenta Cintia (Maisa Silva) uma adolescente que não acredita no amor, depois que flagra seu pai, César (Marcelo Valle) traindo sua mãe, Ana (Miriam Freeland), em plena festa de aniversário de casamento. Dois anos se passam, e a jovem vai morar com sua tia Helena (Elisa Pinheiro) – já que sua mãe decide voltar ao trabalho. Cintia adora música e um dia o namorado da sua tia, o DJ Rafa (Sergio Malheiros), arranja uma festa para ela tocar. Chegando lá, a festa é a comemoração de 15 anos das gêmeas Gisele (Kiria Malheiros) e Graziele (Letícia Faria Pedro), enteadas do pai. Para poder tocar em paz, ela cria a DJ Cinderela e seu remix acaba chamando a atenção do famoso cantor Fredy Prince (Filipe Bragança) que se apaixona perdidamente pela DJ misteriosa.
Como nos clássicos, Cintia precisa deixar a festa as pressas e começa a busca de Fredy pela menina mascarada que deixou apenas um pé de all star para trás. A jovem Graziele fica sabendo da história e com a ajuda da mãe Patricia (Fernanda Paes Leme) – madrasta da protagonista – elas chantageiam Cintia para que ela não revele sua verdadeira identidade.


A direção de Cinderela Pop é de Bruno Garotti (Tudo por um Pop Star) que tem histórico com outros filmes teens. Responsável também pelo roteiro, Bruno dá um tom agradável a obra e não foge demais da história criada por Paula Pimenta, apenas acrescenta pitadas de humor. Acredito que o maior destaque foi conseguir adaptar um clássico infantil ao século 21 trazendo referências dos dias atuais e fazendo com que o público adolescente se identifique.
O filme tem como pano de fundo a busca pelo amor perfeito idealizado pelos adolescentes, mas a trama aborda também temas interessantes como bullying e a valorização da mulher.
A escolha do elenco aposta nos sucessos da nova geração. Maisa Silva vive sua primeira protagonista nos cinemas e conseguiu conduzir bem o papel de destaque. Ainda falta alguma naturalidade para a jovem atriz, mas seu carisma segura o papel. Já Filipe Bragança é mais engessado e não convence no papel de galã. No elenco adulto, o destaque é Fernanda Paes Leme que encara o papel de madrasta e vilã, cheia de trejeitos exagerados, mas que funcionam na telona.


Cinderela Pop é mais uma boa adaptação dos sucessos literários infanto-juvenis. Será que assim como acontece com os livros de Thalita Rebouças, outros títulos de Paula Pimenta ganharam sua versão cinematográfica?
Assista o trailer:

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.