Crítica: Lady Bird – A Hora de Voar


Está chegando aos cinemas o filme mais bem avaliado da história do Rotten Tomatoes. Lady Bird – A Hora de Voar aposta no coming-of-age (amadurecimento e rito de passagem) de uma adolescente diferente e geniosa.
Christine McPherson (Saoirse Ronan) é uma adolescente de personalidade forte que está terminando o ensino médio e só deseja estudar em outra cidade para sair de Sacramento, Califórnia. Para se tornar livre a jovem recusa seu nome e exige ser chamada por Lady Bird, nome escolhido por ela. Entre as aulas do colégio católico e os desafios da adolescência é preciso também lidar com os problemas familiares. O maiores desafio de Lady Bird é lidar com o relacionamento conturbado com a sua mãe (Laurie Metcalf).


Lady Bird aposta em uma história simples, mas recheado de conflitos. Greta Gerwig (Nights and Weekends), roteirista e diretora do longa apresenta uma história bastante pessoal, mas não autobiográfica, em que utiliza sua vida como inspiração e resgata memórias de sua adolescência. A história viaja por temas comuns da idade como amor platônico, aceitação entre colegas, virgindade e futuro acadêmico. O longa-metragem não é um simples filme de high school que mostram o crescimento de seus personagens, por apresentar a transição para a vida adulta quase como uma poesia através de diálogos realistas.
Um dos grandes destaques do filme é o toque feminino. A relação de Lady Bird é matriarcal, seja na relação da diretora com a história, a escolha de uma protagonista e na formação familiar. A figura da mulher forte é o que se destaca, afinal Christine McPherson sabe bem o que quer, a mãe Marion é quem segura as rédeas da casa e é quem realmente tem coragem de dizer verdades para a filha. Grata apresenta um filme que exala paixão pela tela e apresenta um dominío criativo e cinematográfico que geram boas situações cotidianas.


A aceitação, quase massiva, do filme também se deve a escolha do elenco. Saoirse Ronan (Brooklin) se entrega ao apresenta uma adolescente conflituosa, mas ao mesmo tempo cativante. A atriz incorpora uma adolescente cheia de querer, que ao mesmo tempo em que possui uma personalidade forte, se torna frágil e sonhadora. Já Laurie Metcalf (The Big Bang Theory), favorita ao Oscar de “Melhor Atriz Coadjuvante”, apresenta uma mãe diferente da série americana. Marion precisa ser uma mulher forte ao lidar com os filhos, cuidar da casa já que seu marido está desempregado e manter seu trabalho. O maior crescimento de Lady Bird está na química entre mãe e filha que ao mesmo tempo que se provocam, elas também se amam.


O filme narrar à transformação de uma menina em uma mulher, mas não se limita apenas aos erros e dilemas da idade. A sensação de familiaridade percorre toda a trama de Lady Bird e assim como a história o espectador também alça voo acompanhando a história.
Assista o trailer:

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.