Crítica: Tinha Que Ser Ele?


Chega aos cinemas mais um filme que trata de um namorado tentando conquistar a família da moça, principalmente o pai. Sim você já viu este filme, mas não estou falando de Doze é Demais, Tirando o Atraso ou Entrando Numa Fria. Desta vez, a aposta é a comédia Tinha Que Ser Ele? (Why Him?) dirigido e roteirizado por John Hamburg.
A história começa com um jantar de aniversário de Ned Fleming (Bryan Cranston) e para celebrar faz uma videoconferência com sua filha (Zoey Deutch), mas é surpreendido pela presença do namorado da filha, Laierd Mayhew (James Franco). Para acabar com o mal entendido, a filha convida sua família para passar o natal na Califórnia e conhecer melhor seu pretendente. O encontro não poderia ser mais desastroso, o jovem bilionário vive um estilo de vida muito diferente do que Ned está acostumado. O embate entre os dois começa, Ned fazendo o possível para separa-los, enquanto Laird tenta provar ser um bom namorada para Steph.


Tinha que ser ele? é um filme de humor escrachado e cheio de clichês repetidos e no qual estamos acostumados a ver em outros longas-metragens do gênero. Se temos piadas reutilizadas em um roteiro previsível, temos também um erro de direção de John Hamburg que também se utiliza de planos de cena iguais durante todo o filme.
A comédia deixa a desejar e talvez o que consiga te fazer aguentar o filme até o fim é o elenco. Bryan Cranston (Breaking Bad) tenta defender seu papel de patriarca, mas o ganhador do Emmy muitas vezes parece desconcertado com as piadas e situações em que é colocado no filme. O maior destaque fica mesmo para a atuação de James Franco (Homem-Aranha) que está acostumado a papéis em que precisa dar vida aos doidões em cena.

O longa-metragem não traz novidade, mas pode ser uma válvula de escape depois de um dia estressante no trabalho onde o que você quer é comer uma pipoca, beber um refrigerante e dar risada sem pensar em mais nada.
Assista o trailer:

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.