Entrevista com Fernando Severo de Corpos Celestes

Fernando Severo (foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo)

O Em Cartaz conversou com Fernando Severo, um dos diretores de Corpos Celestes,  filme premiado que estreia nessa sexta-feira, 11/03. Confira abaixo a entrevista:

Como foi pensar o roteiro, junto com o Carlos Eduardo, Mário Lopes e Marcos Jorge?

Escrever roteiros em parceria é uma prática muito comum no cinema. No nosso caso partimos de dois argumentos do Marcos Jorge, que eu unifiquei numa única narrativa. Mário Lopes e Carlos Eduardo entraram em seguida e deram importantes contribuições para o desenvolvimento do roteiro. Mário escreveu um primeiro tratamento da primeira parte do filme, Carlos Eduardo da segunda. A partir daí os quatro escreveram e reescreveram os vários tratamentos seguintes do roteiro, até a versão final.

O que inspirou vocês a escrever Corpos Celestes?

Inicialmente haviam os argumentos de Marcos Jorge, que eu conhecia e apreciava. Sempre tive interesse de leigo em astronomia e senti que as histórias davam margem a abordar vários temas que me são caros, ligados a questionamentos existenciais, incluindo elementos da vida interiorana paranaense, muito presentes na maior parte da minha infância.

Vocês tem recebido muitas críticas positivas da imprensa, inclusive internacional, como foi a divulgação do filme? Por que você acha que está tendo essa incrível aceitação?

O filme já recebeu oito prêmios em festivais nacionais e foi selecionado para importantes eventos cinematográficos na Europa, América do Norte e Ásia. Acho que isso se deve à originalidade do filme, que aborda um tema praticamente inédito na cinematografia brasileira, e também à qualidade da sua realização artística e técnica.

Você acha que a participação de Dalton Vigh, Alexandre Nero, Fabiula Nascimento, atores que são conhecidas pela televisão ajudaram o filme a ter mais repercussão?

Para o circuito de festivais esse fator não influi muito, mas é fundamental para que o filme atraia a atenção do grande público que frequenta as salas comerciais. São grandes atores cujo trabalho é reconhecido pela crítica e acompanhado com atenção pela mídia, o que é muito bom para a divulgação do filme.

O que vocês esperam para esse ano 2011?

Antes de tudo esperamos que o filme tenha uma boa circulação pelos cinemas brasileiros e seja muito visto em outras formas de exibição. Ele já foi adquirido pelo Canal Brasil e pela Air France e logo será lançado em DVD.
Tanto eu quanto o Marcos estamos desenvolvendo novos projetos que serão filmados ainda neste ano. No meu caso é o longa-metragem “A Polaca”, vencedor do edital de produção da Fundação Cultural de Curitiba.

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