O que você vai fazer amanhã?

A situação que estamos vivendo por conta da pandemia do COVID-19 será registrado em formato de documentário pela Endemol Shine Brasil, parte da Endemol Shine Group – criadora do reality Big Brother. Foi anunciado a produção do documentário “O que você vai fazer amanhã?”, um experimento social, acompanhando a rotina e os efeitos físicos e emocionais da quarentena sobre um grupo de 21 pessoas. Todas estão em países diferentes e pertencem a gerações, gêneros, profissões e classes sociais distintas.

O longa contará também com reflexões de jornalistas, filósofos, profissionais da saúde e historiadores. Entre esses nomes estão Mário Sérgio Cortella, Amyr Klink e David Uip.

Este é o primeiro documentário produzido pelo escritório brasileiro e com direção de Cassian Dian. A Endemol responde no país pelas produções de reality shows como MasterChef Brasil, The Four e Cabelo Pantene. O parceiro para exibição ainda não está fechado.

O documentário traz à tona um tema que não importa o idioma, a idade ou religião: pela primeira vez em mais de cem anos o mundo está passando por um momento de isolamento social e isso nos traz reflexões até então inexploradas”, afirma Renato Martinez, Head of Content Sales da empresa.

Foram feitas entrevistas por vídeo chamada e vídeos caseiros, gravados antes e depois do confinamento. Há registros de acervos pessoais e posts e perfis nas redes sociais. Esses conteúdos ajudam a traçar a transformação de cada um dos participantes ao longo da jornada. O projeto está sendo gravado desde o início da quarentena e ainda segue em fase de captação e edição.

Os participantes são de nove países (Brasil, Portugal, Itália, África do Sul, Israel, Índia, França, Estados Unidos e Rússia). Entre eles estão médicos, artistas, ativistas, professores e economistas que compartilharam rotinas, histórias, dificuldades, medos, conquistas e emoções durante quatro meses.

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.