XI Bienal Internacional de Dança do Ceará

O Balé Teatro Guaíra leva três coreografias: Predicativo do Sujeito, Desvio e Caixa de Cores para o Teatro José de Alencar, no Ceará, durante a XI Bienal Internacional de Dança.
Esta é segunda vez que a companhia é convidada, a primeira vez na Bienal de Dança eles apresentaram a obra Sagração da Primavera. Agora volta levando na bagagem três coreografias curtas, com menos bailarinos em cena e tempo reduzido de duração, mostrando ao público o resultado de um processo que também teve momentos de criação colaborativa. Desvio de Airton Rodrigues e Predicativo do Sujeito de Alex Soares são os novos trabalhos que estrearam este ano, e Caixa de Cores de Luiz Fernando Bongiovanni que é de 2005.
A coreografia Desvio de Airton Rodrigues que mostra a “fuga do homem de sua razão, os seus desvios” é apresentado por cinco mulheres e um homem. Tem características típicas do mundo urbano, como a velocidade, o excesso e os contrastes. A peça é baseada na subjetividade e na liberdade de pensamento. Airton, que também integra o Balé Teatro Guaíra conta que sua proposta para esse trabalho foi incluir movimentos e sugestões dos próprios bailarinos. Ele forneceu algumas ideias e aos poucos tudo foi se modificando, sem seguir uma organização ou padrão lógico. A música foi especialmente composta pelo premiado compostor Tiago Ramalho.
Em Predicativo do Sujeito, coreografia do paulista Alex Soares a predominância no palco é masculina. São sete homens e apenas uma mulher fazendo o contraponto em um ambiente parecido com o de um pub, em uma sátira ao comportamento machista e estereotipado do macho “alfa”. A trilha sonora é composta por “Bolero de Ravel” e sons editados pelo próprio coreógrafo, como galopes de cavalo, que ajudam a transmitir o vigor da dança. Também fazem parte da trilha ruídos do Facebook, trazendo para o espetáculo um pouco da vida contemporânea. A coreografia é uma nova versão do trabalho que Soares desenvolveu para a Divinadança, de São Paulo, em 2012.
Caixa de Cores criado em 2005 pelo coreógrafo paulista Luiz Fernando Bongiovanni tem como base a essência do trabalho do físico Isaac Newton sobre a divisão da luz em sete cores reconhecidas pelo olho humano. Estas são associadas a um estado de espírito de cada indivíduo, como a cor vermelha que tem a onda mais curta, portanto é mais vibrante e está ligada à pulsação, à paixão, ao ímpeto. Do outro lado está a cor violeta, com o comprimento de onda mais longo, associada à solidão e à morte. O branco representa a união de todas as cores, o negro a ausência de cor e assim por diante

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.