Mãos Limpas e Lava Jato: A Corrupção se Olha no Espelho


O Procurador do Ministério Público do Paraná, Rodrigo Chemim, lança o novo livro “Mãos Limpas e Lava Jato: A Corrupção se Olha no Espelho” e participa de um bate-papo com o público e autografa a obra hoje, 20, no Grande Auditório do Centro Universitário Curitiba/UniCuritiba.
A obra traz um capítulo inédito com os dados mais importantes sobre a prisão do ex-presidente Lula e as evidências que levaram à sua condenação. Ao mesmo tempo, compara as operações Mãos Limpas, da Itália, e a Lava Jato, do Brasil.
Corrupção no Brasil e na Itália
Um dos grandes méritos do registro investigativo é apresentar ao público detalhes de uma das ações mais importantes na história política recente do Brasil. O autor particulariza a metodologia e as perspectivas empregadas nas investigações, tanto na italiana quanto na brasileira.
Entre documentos e processos, Chemim demonstra o desenrolar das investigações que inicialmente enfocavam um episódio isolado de corrupção, mas se tornaram gigantescas ações contra esquemas de pilhagem dos cofres públicos e pagamento de propina.
Marco da história pública, política e policial nacional, a Lava Jato muito se assemelha à operação italiana Mãos Limpas, desde o modus operandi dos corruptos das esferas pública e privada até as manobras e desculpas que usaram para se safar da justiça.
Separadas por duas décadas, as operações revelam a corrupção sistêmica que assola Itália e Brasil, onde gestores públicos e privados drenam as esperanças e ideais de toda uma nação, desviando fortunas incalculáveis para as contas de políticos e partidos de todos os matizes ideológicos.
Segundo o autor, “a corrupção em última análise é um toma-lá-dá-cá, mas diferentemente do que ocorre com o funcionário público que pratica atos de ofício vinculados à lei, como o guarda de trânsito, no caso do político a contrapartida é mais aberta e não raras vezes vinculada à sua influência política no processo decisório de um terceiro”.
Ele explica que “foi justamente esse o caso do ex-presidente Lula, acusado de receber propina para se valer de seu poder discricionário na nomeação de diretores da Petrobras e influenciar nas decisões igualmente discricionárias que estes tomariam na contratação da empreiteira que corrompeu a todos. Portanto, a imputação de corrupção passiva é perfeita na denúncia e tecnicamente possível à luz da lei e da jurisprudência brasileiras. A questão agora é saber se as provas documentais, periciais e testemunhais indicadas na denúncia eram suficientes para a condenação“.
Serviço
Lançamento do novo livro “Mãos Limpas e Lava Jato: A Corrupção se Olha no Espelho”, bate-papo e sessão de autógrafos com Rodrigo Chemim.
Data: 20/11/2018
Local: 19h30
Local: Grande Auditório do Centro Universitário Curitiba/UniCuritiba (Rua Chile, 1678 – Rebouças)
A entrada é franca

Fábio Torres
Fábio Torres
Fábio é formado em jornalismo e especialista em Novas Tecnologias. Sua paixão é o esporte, mas por conta da convivência se viu cercado pelas artes e se deixou levar pelos acordes musicais diferentes.