ABBA Symphonic Musical Dance

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A Ópera de Arame recebe neste final de semana o espetáculo ABBA Symphonic Musical Dance. O diretor Paulo Berlitz define, antes mesmo da estreia, como o maior tributo musical do Grupo ABBA feito no Brasil. O espetáculo leva a assinatura da Sunset Cultural, que produziu o espetáculo Queen Symphonic Tribute.
Concebido de forma inédita, o espetáculo reúne diversos tipos de manifestações artísticas. “É uma representação harmônica de todas as artes no palco, nunca vista dessa forma antes”, revela Berlitz, também diretor da Sunset Cultural. A temática foi escolhida por se tratar de um dos grupos mais representativos da história da música contemporânea
Noventa pessoas estão envolvidas na montagem e aproximadamente 50 artistas sobem ao palco, tendo como cenário uma tela em que são exibidas obras de artistas locais.
Nós desenvolvemos um espetáculo completamente original. Uma montagem pop com veia erudita”, conta o diretor artístico e cênico do espetáculo Felipe Guerra. Ele comanda um time de 28 músicos, 14 bailarinos, dois acrobatas, cinco patinadores e oito vozes (quatro principais e quatro que formam o coro).
Desde que foi convidado para integrar a equipe do ABBA Symphonic Musical Dance, Guerra mergulhou em pesquisas sobre o grupo. “Eu já conhecia as músicas. Acho que não existe um ser humano que em algum momento da sua vida não tenha ouvido uma canção do ABBA”, brinca o diretor artístico.
Depois de escutar toda a discografia do grupo sueco, ele e a equipe definiram músicas que serviriam de pano de fundo para artistas plásticos paranaenses desenvolverem obras que vão integrar o cenário, projetadas na imensa tela.
Em quase duas horas de duração, o espetáculo segue uma ordem cromática e inclui pequenas histórias das músicas que marcaram a trajetória do grupo sueco, mas não conta exatamente com uma narrativa linear. “Não queremos mostrar uma história, uma biografia. A dramaticidade está em cada música, que tem começo, meio em fim e estão conectadas pela iluminação, pelas cores, pela plasticidade”, explica Guerra.
Para ele um ponto em comum das músicas do grupo é a referência ao amor, às brigas do cotidiano, à convivência. “Para mim isso é uma das coisas mais interessantes. A música dos dois casais fazia muita referência a problemas pessoais, mas eles levavam isso ao palco com muita alegria”, destaca.
A coreografia é assinada por Eliane Fetzer, que pela primeira vez trabalha com a produtora Sunset. Ela ressalta a produção cuidadosa e a diversidade do espetáculo. “As vozes ao vivo, orquestra e coro, associada a artistas circenses, bailarinos e patinadores são uma surpresa e envolvem uma plasticidade e energia muito grande”, conta a coreógrafa.
No cenário, uma grande escada divide espaço com as cenas virtuais criadas pela VJ Picles, a partir das obras exclusivas de 17 artistas plásticos. Alexandre Brasolim e Mateus Brandão assinam os arranjos musicais e o Maestro Carlos Domingues, a direção musical. Os figurinos levam a assinatura de Gelson Amaral e Rafael Chaouichi, finalista de “Como Manda o Figurino”, quadro do programa Fantástico.
Antes mesmo da estreia, o espetáculo deu origem a uma exposição com as obras dos artistas plásticos envolvidos no projeto, em cartaz até o dia 15 de junho na Carmesin Espaço de Arte e Design, em Curitiba.
Serviço
ABBA Symphonic Musical Dance
Data: 19 e 20/06/2015
Horário: 21h
Local: Teatro Ópera de Arame
Ingresso: Entre R$ 60,00 e R$ 120,00 – mais a taxa administrativa do diskingressos no valor de R$ 10.

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.