Festival Crossroads celebra com primor o dia mundial do rock 2019

(Crédito: Karin Cristina Cubas)

Dificilmente as mais de 10 mil pessoas que passaram pelo Festival Crossroads, em celebração ao Dia Mundial do Rock, vão encontrar um evento de tamanha grandiosidade, profissionalismo e dedicação.

O festival apresentou na edição de 2019, 44 atrações musicais, em quatro palcos, com 18 horas ininterruptas de música. O evento feito em parceria com a Planeta Brasil Entretenimento aconteceu no Usina 5, que conta com um espaço grande é necessário para esse tipo de festival.

Além de toda a gama de bandas, o evento também disponibilizou ampla área de gastronomia, exposições com temática rock n roll, tatuadores e o espaço Rock For Education, em parceria com o grupo Up For Good, que tinha como objetivo a arrecadação de fundos para crianças do Brasil e também do Quênia. O social e a música em união.

(Crédito: Karin Cristina Cubas)

A edição deste ano contou com menos artistas que vieram de fora de nosso estado, como Dead Fish e Matanza INC, privilegiando assim, as bandas de nossa terra com a união de grupos que fazem covers e outras com som totalmente autoral.

Com início às 11 horas da manhã, do dia 13 de julho, o festival trouxe sons priorizando o Rock Clássico e suas vertentes, mas também outros estilos como o Reggae e até uma tenda de música eletrônica. Nas primeiras horas do dia muitas famílias com seus filhos já eram vistas no Festival Crossroads. A banda Rockids, por exemplo, mostrou o seu intuito em trazer as crianças para o mundo do rock n’ roll. Uma nova geração que o festival já mostra quem vem por aí.

Ao meio dia a banda Sex and Roll, que foi uma das quatro finalistas do concurso Never Surrender do Crossroads, tocou o seu puro Hard Rock oitentista. O público, que ainda não era muito numeroso, se divertiu muito com a energia dos garotos. Isso engrandece ainda mais o festival, pois ele também teve essa capacidade de mostrar novos talentos da nossa cena musical.

A tarde contou com a apresentação da banda de reggae Djambi. Um show até mais intimista com o público, que cantou sons originais da banda e também covers como o de Bob Marley. Já para o início da noite, já com o público presente em sua grande maioria, o palco Crossroads teve a primeira apresentação na capital paranaense do Matanza INC, com seu novo vocalista, Vital Cavalcante. Os fãs gostaram muito e não sentiram nenhuma falta da antiga formação.

O Dead Fish trouxe o show do seu álbum “Ponto Cego” e fez um show com muita energia. A única divisão com o público foi no momento onde a política entrou no palco e os fãs ficaram bem divididos no momento, mas nada que pudesse atrapalhar a apresentação da banda de hardcore.

(Crédito: Karin Cristina Cubas)

O grupo feminino Tn/She, que já é muito conhecido do Festival Crossroads, apresentou o seu tributo ao Ac/Dc para um grande público. A boa música e a irreverência das garotas sempre fazem com que seus fiéis fãs se divirtam muito nos shows. A noite ainda tinha muito Rock ‘n Roll, como foi da banda Motorocker com um show repleto de hits e muita “quebração de cabeça” da galera.

O Afoostic trouxe um dos melhores covers do Foo Fighters do Brasil, onde qualquer fã da banda não para de cantar um só minuto com os caras. Um show muito divertido e de qualidade. A última apresentação foi da Higher Dream, um tributo do Iron Maiden que faz jus à grandeza da banda de Heavy Metal.

(Crédito: Karin Cristina Cubas)

O que mais pode se dizer do Festival Crossroads se não bater palmas para o mesmo. Único, o evento vem crescendo absurdamente ano a ano. Onde ele vai chegar? Isso só o tempo irá dizer. Mas com toda certeza irá alças voos mais altos. Longa vida ao Festival Crossroads. “Long Live Rock n’ Roll”.

Confira abaixo uma entrevista com Alessandro Reis, dono do bar Crossroads e idealizador do evento:

Oscar Ariel
Oscar Ariel