Festival para todas as tribos

O último sábado, 05, não podia ter feito um dia mais bonito. Tudo conspirava para que o Festival Coolritiba fosse sensacional. A segunda edição começou pontualmente às 14h com show de Francisco El Hombre, no palco principal. O público ainda chegava à Pedreira Paulo Leminski quando Mateo Piracés-Ugarte começou a cantar os maiores sucessos do grupo como “Triste, Louca ou Má” e “Calor da Rua”. Eles já haviam se apresentado no Coolritiba no ano passado, em 2017, mas desta vez eles saíram do Palco Arnica para abrir a segunda edição e foram os responsáveis por aquecer o clima e colocar o público para dançar nas faixas “Tá com Dólar, Tá com Deus” e a primeira atração do dia deixou o palco com a inédita “Loucura”.

A segunda edição do Coolritiba foi marcado por parcerias de peso no palco. O segundo show do palco principal já mostrou a união entre os artistas. A banda Nação Zumbi recebeu o carioca Black Alien, ex-Planet Hemp, como convidado especial. A banda de Chico Science trouxe seu Mangue Beat, ritmo que mistura estilos regionais com rock, hip hop e música eletrônica e focou em seu último álbum lançado, entre os destaques a música “Um Sonho” e “Quando a Maré Encher”.

O terceiro show do palco principal reuniu três artistas de peso: Emicida, Pitty e Mano Brown. Não eram nem 17 horas quando Emicida subiu ao palco trazendo suas músicas “Pantera Negra”, “Passarinhos”, “Levanta e Anda” e discurso sobre a situação brasileira e sobre acreditar nos seus sonhos. Um dos shows mais aguardados trouxe Pittu que dividiu os vocais em “Máscara” e o líder do Racionais MC apresentou o hit “Vida Loka Parte I”.
A partir das 18h30 quem tomou conta do palco foi o reggae da banda paulista Maneva. Um clima mais paz e amor pairou na Pedreira Paulo Leminski durante a apresentação que reúniu canções com mensagens de amor. A música “Seja para mim” foi cantada pelo público quase como um mantra.

O clima leve continou com a apresentação do Duo Anavitoria. As meninas voltaram ao palco do Coolritiba e fizeram com que o público presente tivesse um Déjà vu afinal as canções de grande sucesso não podiam faltar nesta segunda edição também: “Trevo”, “Fica” e “Chamego”. A grande novidade ficou por conta da parceria inédita e uma das mais esperadas pelos curitibanos. O palco ficou pequeno para tanto talento junto: Anavitoria se juntou com Sandy e a banda OutroEu e os artistas se sentiram tão à vontade que tiveram espaços para apresentar seus sucessos individuais. O momento de histeria do dia foi durante a apresentação de “Quando Você Passa (Turu Turu)”, da dupla Sandy e Junior. A banda do Superstar apresentou sua canção “Coisa de Casa”. Os cinco finalizaram a apresentação cantando “Dê um Rolê”, dos Novos Baianos.

A prata da casa ficou por conta da cantora Jenni Mosello que teve a responsabilidade de animar o público curitibano. A cantora chegou dançante e apresentou músicas autorais como “Vou Gritar” e também canções já são conhecidas pelo público como “K.O”, “New Rules”, e “Swish Swish”.

O show mais animado do Coolritiba foi o da cantora Iza. A cantora carioca misturou o pop com o R&B e trouxe várias canções do seu primeiro álbum “Dona de Mim”. Com muitas danças, a coreografia se misturou com a voz poderosa em “Pesadão”, “Te Pegar” e “Ginga”. A apresentação ainda teve espaço para o cover de Bob Marley e Nina Simone.

A responsabilidade de fechar o palco principal foi dos meninos do Baiana System. O grupo musical trouze o ritmo jamaicano para a Pedreira Paulo Leminski ao misturar acordes eletrônicos e sambareggae. Assim como a banda aposta no poder da transformação, o vocalista Russo PassaPusso fez várias referências políticas noite à dentro. O público curitibano não parecia cansado ao acompanhar as músicas “Jah Jah revolta”, “Dia de Caça” e “Playsom”.

O Coolritiba trouxe nomes de peso também em seus palcos secundários. O palco Arnica se tornou principal para muitas bandas. Quem abriu o palco, foi o vencedor do concurso Artista Cool 2018, a banda Pallet de São José dos Pinhais. A banda local trouxe suas composições autorais que falam sobre a realidade vivida pelos moradores da Região Metropolitana de Curitiba.
A segunda atração foi uma das bandas mais esperadas do palco alternativo. O Scalene alegrou os fãs curitibanos com grandes sucessos que já estão no repertório do grupo há 10 anos. A terceira atração foi Dingo Bells com seu novo álbum, Todo Mundo Vai Mudar.

Mostrando a força do cenário musical curitibano teve Trombone de Frutas que mais uma vez trouxe suas canções para o palco Arnica. O rapper Rincon Sapiência aproveitou o espaço para fazer árduas críticas crítica à política brasileira e o show terminou com o power trio do O Terno.
Já o palco Paradis Club era para quem não queria ficar parado de jeito nenhum. Quatro festas conhecidas ditaram o ritmo: Só o Soul Salva , DLY – Dance Like Yourself, Clube do Passinho e Brasilidades. Além dos DJs residentes, a pista também recebeu o grupo carioca Dream Team do Passinho.
O maior palco aberto da América Latina esteve ainda mais bonito com a mistura de gêneros musicais e mostrando que a nossa cultura é rica e tem espaço para todos. Em sua segunda edição foram mais de 15 atrações e o evento ainda trouxe a discussão sobre como as nossas atitudes podem mudar o mundo para a Pedreira Paulo Leminski com algumas ações relacionadas à moda e a o consumo sustentável. Que venha a terceira edição porque o Coolritiba não pode parar!

Anavitória, Sandy & OutroEu

Iza

Francisco El Hombre

Scalene

 

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.