O “violino endiabrado” de Ricardo Herz

Ricardo Herz-by Caio Palazzo-2

Lembra o resfolego da sanfona, parece o ronco da rabeca, mas é violino. E da mais alta qualidade. Esse é o espírito do show “Aqui é o Meu LáRicardo Herz Trio” que aporta no Teatro Paiol, após uma turnê na Europa. Na apresentação, Ricardo Herz, graduado em violino erudito pela USP e formado na Berklee College Of Music (EUA), parece reinventar o instrumento, ao lado de Pedro Ito (bateria e percussão) e MichiRuzitschka (violão 7 cordas). Com a influência de DominguinhosLuiz Gonzaga, Egberto Gismonti, Jacob do Bandolim, entre outros, eles misturam ritmos brasileiros, africanos e o sentido de improvisação do jazz. As composições são próprias e se dividem entre o repertório do disco Aqui é o Meu Lá com músicas ainda inéditas, que estarão no próximo disco do trio – Torcendo a Terra. O show acontece no dia 18 de dezembro, com entrada franca.

Destacando-se por seu suingue, originalidade e energia, o trio acaba de chegar de uma turnê de 18 shows na França.  Desde que lançou seu mais recente trabalho solo, o “Aqui é o Meu LáRicardo Herz Trio“, o grupo tem se apresentado nos principais teatros e festivais do Brasil e exterior, com uma contagiante presença de palco. Solos incendiários e melodias marcantes fazem do show uma experiência única na música instrumental brasileira. Esses palcos vão desde o Skopje Jazz Festival, na Macedônia; Miri Jazz Festival, na MalásiaFestival Villa Lobos (RJ); Festival Jazz e Blues (CE); Festival Jazz e Blues de Manguinhos (ES); a diversas salas e centros culturais no Brasil e exterior. O Ricardo Herz Trio foi também o único grupo a representar o Brasil na seleção oficial do Womex – The World Music Expo 2012, em Tessalônica, Grécia, a mais importante feira de “música do mundo”. Igualmente, foi o único grupo brasileiro na Jazz Ahead 2013, em Bremen, Alemanha, uma das maiores feiras do mundo na área do jazz.

Ricardo Herz – Graduado em violino erudito pela USP, sua sólida formação vem da renomada Berklee College Of Music, nos Estados Unidos, e da Centre des Musiques Didier Lockwood, escola do violinista francês Didier Lockwood, uma lenda do violino jazz. Com Lockwood, Herz tocou nas principais capitais brasileiras durante as celebrações do Ano da França no Brasil. Após viver nove anos na França, o violinista levou sua música para os quatro cantos do mundo: tocou em Festivais na Malásia, no México, na Holanda, em clubes de Jazz na Rússia, em Israel, na Dinamarca e gravou com músicos de diversos países.

De volta ao Brasil em 2010, Herz tem participado de muitos projetos e colaborado com músicos de todo o país. Em 2011, se apresentou como solista ao lado de Dominguinhos, abrindo a temporada anual da Orquestra Jazz Sinfônica no Auditório Ibirapuera. Formou um duo com o vibrafonista, multinstrumentista e compositor mineiro Antonio Loureiro (com quem acaba de lançar um CD) e foi selecionado no Rumos Música 2010-2012, do Itaú Cultural, onde nasceu mais um duo, dessa vez com o gaúcho Samuca do Acordeon. Com a camerata Cantilena Ensemble tem tocado o repertório do seu disco infantil. Ricardo também tem dedicado parte de seu tempo no ensino e difusão do violino popular.  Atualmente apresenta-se com o Ricardo Herz Trio no Brasil e no exterior com o repertório do “Aqui é o meu lá” e músicas inéditas, dedica-se também ao lançamento do seu CD em duo de violino e vibrafone “Herz e Loureiro”, com o vibrafonista e compositor mineiro Antonio Loureiro e ao lançamento de seu CD em duo com Samuca do Acordeon.

 

Links:
https://ricardoherz.wordpress.com/

https://www.youtube.com/playlist?list=PL56222E56C2BC064C

 

SERVIÇO

– data: 18/12

– hora: 20h

– local: Teatro Paiol

– end.: Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho

– tel.: 3213-1340

– entrada franca

– classificação indicativa: livre
– capacidade: 220 lugares

 

 

Henrique Romanine
Henrique Romanine
Henrique, ou Hique, como é conhecido, sempre quis ser jornalista, desde criança. Após passar pelas Artes Cênicas e Ciências Sociais, não conseguiu escapar da real vocação. Apaixonado por cinema, literatura, música e séries, considera a observação a sua grande aliada. Apesar da cara fechada, não escapa de um bom papo.