Um festival político

A Pedreira Paulo Leminski recebeu a terceira edição do Coolritiba, que contou com dois dias de festa, vários artistas, três palcos e muita diversão. A primeira noite foi dedicada ao retorno do Los Hermanos aos palcos. Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba reuniram mais de 10 mil pessoas e apresentaram um show inédito, depois de quatro anos, que contou com os maiores sucessos da banda e também o último lançamento “Corre Corre”. O show de abertura ficou por conta de Tim Bernardes que trouxe um clima intimista para o palco.

O segundo dia de shows começou cedo e contou com três palcos: o Coolritiba, o Arnica e o Discool. Passaram pela Pedreira Paulo Leminski mais de 16 mil pessoas que puderam aproveitar diversos shows, uma praça de alimentação com opção vegana, opções de compras no LabModa que reuniu estilistas locais e atividades como a tirolesa e a aerobike.

Quem abriu o palco principal da edição 2019 foi o jovem Jão que trouxe canções do seu disco “Lobos”.  Em seguida foi a vez de Silva animar o público curitibano com canções de MPB. A terceira atração ganhou um toque mais urbano e com letras de protesto com o rap do 1 Kilo. Já Criolo retornou ao palco do Coolritiba – o artista participou da primeira edição do festival – com canções que carregam sua marca e ainda protestou a favor das minorias e criticou o presidente Jair Bolsonaro. O grupo Natiruts trouxe o amor e colocou o público para dançar com seu reggae e sucessos que marcaram os 23 anos de carreira da banda. A música brasileira assumiu um patamar de maior respeito com a presença de Jorge Ben Jor no palco e fez com que jovens cantassem canções importantes para o nosso país. A responsabilidade de fechar o palco principal ficou por conta de Lukas Ruiz Hespanhol, conhecido como Vintage Culture.

O palco Arnica vai ganhando cada vez mais público. Nesta edição, muita curitibanos preferiram ficar curtindo este palco, mesmo com os atrasos e mudança na programação. O primeiro show ficou por conta da banda local Machete Bomb. Em seguida as meninas do Mulamba retornaram ao palco do festival para apresentar a veia feminina. A talentosa Letícia Novaes misturou canções e performance e deu seu recado. Uma das atrações mais esperadas do palco Arnica era Tiê que cantou, acompanhada pelo público, sucessos da sua carreira como “A Noite”. A próxima atração deveria ser Flora Matos, mas quem subiu ao palco foi Otto que reuniu canções que marcaram mais de duas décadas de sua carreira. Em seguida foi a vez da banda de Natal, Far From Alaska, trazer seu rock para o palco e quem fechou a noite foi Flora Matos.

Para quem curte música eletrônica o palco Discool trouxe três  atrações: Funk You, Alter Disco e Trapanado Selvagem.

A terceira edição foi marcada por uma variedade de gêneros musicais, um público jovem disposto a se divertir, discursos contrários ao governo e mensagens de amor e tolerância. Quem curte o clima do Coolritiba já pode comemorar que a quarta edição já está confirmada pela equipe da Seven Entretenimento.

O Em Cartaz fez uma matéria para deixar um gostinho de quero mais e entrevistou artistas como Silva, Criolo, 1 Kilo, Natiruts, Far From Alaska e Letrux. Confira:

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.