MUDANÇA: As Cidades Invisíveis

O Agora Coletivo apresenta seu o novo trabalho “As Cidades Invisíveis”, em novo local – Teatro Cleon Jacques. A peça inspirada no livro homônimo de Ítalo Calvino, iria acontecer no Museu de Saneamento da SANEPAR, entretanto a empresa decidiu cancelar a cessão do espaço em cima da hora e sem justificativa prejudicando a exibição da peça.
As Cidades Invisíveis, com roteiro e direção de Renato Sbardelotto, é uma peça de percurso, traça uma narrativa que beira a linguagem dos sonhos, com imagens misteriosas, enigmáticas, e faz uma analogia entre as “cidades” e as atrizes que formam o elenco do trabalho. Inspirada na personalidade de cada uma delas, “As Cidades Invisíveis” é uma trajetória por suas histórias autobiográficas e aconteceria em uma trajetória pelo reservatório de água desativado e seu entorno. Agora, a obra está em processo de transformação para ocupar o Teatro Cleon Jacques a partir do dia 10 de maio, onde permanecerá em cartaz por três semanas em novo formato.
Sobre o espetáculo
Diante de tempos tão inflamados, com ideais tão díspares entre as pessoas, como conviver com as diferenças em um mesmo espaço, casa, cidade, estado, país? Ainda mais, quando a delicada abertura ao outro, que é própria da arte, continua a ser compreendida como espaço para subjugar e exilar, como aconteceu com este espetáculo?
As Cidades Invisíveis traça uma narrativa que beira a linguagem dos sonhos, com imagens misteriosas, enigmáticas, e faz uma analogia entre as “cidades” e as atrizes que formam o elenco do trabalho. Inspirada na personalidade de cada uma delas, a peça é uma trajetória por suas histórias autobiográficas.
O processo teve como ponto de partida o livro homônimo de Ítalo Calvino e caminhadas por ruas do centro histórico de Curitiba, cidade que também tem aspectos presentes na dramaturgia. A noção de “território” como identidade e de “corpo” como território delineia um discurso que transita entre as ideias de vida e morte, viagem e morada, convite e expulsão, invasão e acolhimento. Agora, o trabalho assume, em seu percurso narrativo, também sua própria trajetória de remoção do espaço, dando foco ainda às diversas nuances das subjetividades das artistas que o compõem.
Adotando o onirismo como linguagem, o roteiro desenvolve uma linha narrativa singular, diferente de montagens tradicionais. Em cena vemos relatos autobiográficos e algumas digressões que carregam nuances de comicidade, crítica, ironia e também composições dramatúrgicas e visuais que podem sensibilizar o espectador em outros níveis. Quem aceitar o convite para visitar As Cidades Invisíveis conhecerá o resultado de um processo de criação intenso que toca diferentes áreas do conhecimento, como a filosofia, a psicologia, a espiritualidade, a arquitetura, a medicina holística e, claro, a arte.
Falar de cidades de forma poética – inspirados pelo modo como Calvino o faz – é uma maneira de colocar em perspectiva e de sensibilizar para o quanto viver em sociedade significa troca entre indivíduos complexos e repletos de subjetividades. As Cidades Invisíveis chama o espectador para atos de reflexão a partir de suas memórias, a fim de que perceba a complexidade das “cidades” que crescem dentro de cada um.
Serviço
As Cidades Invisíveis
Data: De 10 a 27/05/2019
Horário: Sextas, Sábados, Domingos e Segundas às 20h.
Sextas e Segundas também às 10h.
Sábados e Domingos também às 16h
Local: Teatro Cleon Jacques (Rua Mateus Leme, 4700 – São Lourenço)
Gratuito

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.