Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito

(Crédito: Gisleine Moreira)

A Setra Companhia apresenta sua nova montagem Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito na Mostra 2019, do Festival de Curitiba, nos dias 27 e 28 de março, com entrada franca, na Casa Hoffmann.
Com direção de Eduardo Ramos e Michelle Moura e dramaturgia de Gustavo Marcasse, o trabalho se monta a partir do texto “Amor de Phaedra” da dramaturga britânica Sarah Kane; e tem, em seu elenco, artistas da dança, performance e teatro a fim de provocar uma fricção de linguagens a partir do mito grego originado por Eurípedes.
O espetáculo apresenta a família burguesa real do mito grego de Eurípedes. A Setra Companhia, na construção da cena, sentiu a necessidade de anteceder, trazendo personagens como Ariadne e ampliando a participação do herói Teseu, quase inexistente em todos os textos abordados, para expandir e desdobrar a falência da figura masculina heróica, introjetada na cultura da sociedade ocidental.
A degeneração social está presente na família. A rejeição do amor de Fedra por Hipólito é apenas mais um elemento da indiferença e desumanização que vemos todos os dias no nosso cotidiano.
Para encontrar tal grau de intensidade, a Setra Companhia reuniu para o elenco os artistas Maikon K., para a figura de Hipólito e a bailarina Cintia Napoli, para evocar tantas e tantas Fedras já soterradas. Os bailarinos Airton Rodrigues e Malki Pinsag trazem o mito anterior, como Teseu e Ariadne. E Rubia Romani se encarrega da personagem Strofe, filha fictícia de Fedra, inventada por Sarah Kane.

Confira a entrevista que o Em Cartaz fez com a atriz Rubia Romanin sobre o espetáculo:

Serviço
Fedra Em: O Fantástico Mundo De Hipólito
Data: 27 e 28/03/2019
Horário: 18h e 21h
Local: Casa Hoffmann (R. Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco)
Ingressos gratuitos, retirada 1h no local de apresentação
Link: http://festivaldecuritiba.com.br/evento/fedra/

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.