Os Três Sobreviventes de Hiroshima

(Crédito: Joelma do Couto)

O Auditório Mario de Mari, na sede de Fiep da Avenida das Torres, recebe Takashi Morita, Kunihiko Bonkohara e Junko Watanabe no espetáculo “Os Três Sobreviventes de Hiroshima“. A apresentação acontece no sábado, 15, e traz três sobreviventes do primeiro ataque nuclear da história que fazem seus depoimentos da uma das maiores tragédias da humanidade. São contados os momentos da explosão nuclear na cidade de Hiroshima, no Japão, em 1945, os dias seguintes e a imigração para o Brasil.
Os Três Sobreviventes de Hiroshima” reconstrói a história do militar Takashi Morita e dos civis Kunihiko Bonkohara e Junko Watanabe, que estavam em Hiroshima no dia do bombardeio. Morita tinha 21 anos na época, Kunihiko 5 e Junko 2. Em cena, eles atuam no formato de teatro documental, também conhecido como biodrama. Fotos originais e canções da época executadas pelos sobreviventes compõem o clima da apresentação.
Com roteiro e direção de Rogério Nagai, o espetáculo deu origem ao projeto Sobreviventes Pela Paz. A ideia surgiu em 2012 com pesquisas sobre a comunidade nipo-brasileira e a imigração japonesa no Brasil. Foram doze meses de pesquisa com palestras, estudos, debates, lançamento de livro, exibição de documentários, leituras dramatizadas e apresentações teatrais.
O texto, ainda que trate de uma tragédia, leva uma reflexão sobre a paz por onde passa, com uma mensagem forte de resiliência, perdão e superação. Colocar os sobreviventes em cena é uma maneira que o projeto encontrou de mostrar a importância de propagar e manter a paz, para que acontecimentos como esse nunca mais se repitam.
Serviço
Os Três Sobreviventes de Hiroshima
Data: 15/09/2018
Horário: 20h
Local: Auditório Mario de Mari – FIEP (Av. Comendador Franco, 1341 – Jardim Botânico)
Ingresso: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.