PEOPLE vs PEOPLE

(crédito: Elenize Dezgeniski)

O espetáculo PEOPLE vs PEOPLE, de Diego Marchioro, Fernando de Proença e Isabel Teixeira entrada em cartaz para uma temporada no Centro Cultural Sistema FIEP – sala Black Box até o dia 14 de dezembro.

No centro da cena, uma entrevista aparentemente comum aos poucos se transforma em julgamento. Os dois atores explicitam a manipulação de discursos que, retirados de seus contextos, podem incriminar e condenar.

PEOPLE vs PEOPLE é a segunda peça da Te(a)tralogia da Manipulação que irá abranger quatro peças criadas por um mesmo grupo de artistas. Como base para a construção de uma linguagem própria, todas as peças têm como fio condutor a questão da manipulação em períodos específicos da história mundial. 

O foco principal é contar uma história que se desdobre num questionamento atual: até que ponto somos manipulados pela rede de sistemas visíveis e invisíveis que nos rodeiam? Temos real consciência dessa manipulação? É possível, nos tempos atuais, realizar o exercício de distanciamento histórico que nos permite entender o contexto onde estamos? 

A primeira peça da Te(a)tralogia foi LOVLOVLOV – peça única dividida em cinco choques, que estreou em Curitiba no ano de 2016.

Sobre a peça

Como ponto de partida para a construção da nova peça, há o diálogo explícito com LOVLOVLOV – peça única dividida em cinco choques. Porém, nessa primeira montagem, o centro da ação era habitado pela personagem manipulada: Carmen Miranda. 

Em PEOPLE vs PEOPLE, o personagem principal é o discurso. Com o intuito de “aumentar a frequência” dessa figura do manipulador, optou-se por eleger a narrativa de um discurso coerente enquadrado numa realidade distorcida. A linguagem dos tribunais dá o tom da fala dos atores em cena. A ação é uma entrevista que aos poucos se transforma num julgamento.

A construção dramatúrgica concentra diferentes discursos numa mesma linha, aparentemente coerente, convincente, persuasiva. Numa primeira parte da peça o espectador é levado a aceitar o discurso apresentado como uma realidade possível. A quebra da estrutura se dá quando a manipulação e a consequente descontextualização do discurso alteram o rumo da ação, invertendo a marcha dos acontecimentos e precipitando o desenlace. O que nos resta é o horror em seu sentido trágico. 

Serviço

Data: De 07 a 09/12/2019

Horário: de 07 a  16 de novembro – qui. e sex. às 20h – sábados às 18h e 20h

de 28 de nov a 14 de dez – qui e sex às 20h  – sábados às 18h e 20h

2 e 9 de dez. segundas às 20h

*07 de dez (sáb) não haverá apresentação

Local: Centro Cultural Sistema FIEP – Sala Black Box

(Rua Paula Gomes, 270 | Edifício Dr. Celso Charuri | São Francisco)

Entrada franca

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.