Selva

O coletivo curitibano da Casa Selvática ganha uma mostra exclusiva dentro do Fringe 2019, no Festival de Curitiba. A Cia que há 7 anos desenvolve pesquisa em diversas frentes e linguagens artísticas apresenta SELVA que começa na quarta feira, 27 e vai até 31 de março, e neste espaço de tempo os artistas apresentam trabalhos que transitam por diferentes linguagens como o teatro, a dança, a performance e a música. O intuito da mostra é ressignificar tudo aquilo que foi ou é considerado degenerado socialmente.
A programação acontece no Teatro Universitário de Curitiba (TUC), e os trabalhos que integram a mostra são: Mamãe quero ser caricata – um ininterrupto festival de dublagens apresentado por Etruska Waters e Zaira Zarathustra, Fracassei em dar um título para este trabalho de Semy Monastier, América de Francisco Mallmann, Mil Besos de Gabriel Machado, Onça #4 de Leo Bardo e Matheus Henrique, Opereta de 50ml de Horrorosas Desprezíveis, Pirataria de Victor Hugo, Orquestra composta pelos artistas da Casa Selvática com direção de Jo Mistinguett, Por que não tem paquita preta? de Simone Magalhães, A problemática Anarco-afetiva de Amira Massabki e Patricia Cipriano e Momo: O anarquista Coroado de Ricardo Nolasco.
Desde o ínicio da Selvática integramos a programação do festival e temos sido destacados por críticos, jornalistas e curadores como um diferencial dentro da cena curitibana e do próprio festival.” pontua Ricardo Nolasco, artista do coletivo curitibano.
A Selvática Ações Artísticas é um coletivo de 18 artistas vindos de diversas linguagens interessados em criação e pesquisa colaborativa. Entre as principais linhas de força que movimentam o coletivo estão processos criativos afetados por questões pertinentes às comunidades LGBTQIA+, a produção de dramaturgia autoral e a revisitação do conceito de cabaré. O grupo também investiga e pesquisa novos formatos para a produção de conhecimento, a produção de uma arte contemporânea que esteja comprometida com a realidade brasileira e latino-americana, além da construção de um espaço para a experimentação identitária, para a permeabilidade entre as linguagens artísticas, o hibridismo, a processualidade e a descentralização.

Momo_O anarquista coroado

Serviço
Selva – Mostra De Artes Degeneradas
Data: 27 a 31/03/2019
Local: TUC – Teatro Universitário de Curitiba (Galeria Júlio Moreira, Tv. Nestor de Castro, s/nº – Centro)
Ingresso:Pague quanto puder

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.