TEATRO: Além do que os nossos olhos registram

O Guairinha recebe no próximo final de semana, 19 e 20 de maio, as atrizes Silvia Pfifer, Priscila Fantin e Olívia Torres na peça “Além do que os nossos olhos registram”. O espetáculo fala sobre a convivência de três gerações de mulheres, apoiando e enlouquecendo umas às outras.
O espetáculo passeia entre a comédia e o drama. É uma história que, quem não viveu, já presenciou ou já ouviu alguém contar. As personagens são mulheres comuns, dessas que encontramos nas esquinas da vida, por isso, são tão fascinantes.
Delfina, quando jovem, casou-se com um rapaz negro, a família era contra, mesmo assim ela enfrentou o preconceito da época e foi viver sua história de amor, da união nasceu, Violeta. Violeta nasceu com os traços da mãe, desde pequena sente vergonha do pai, da cor dele. Aos vinte aos, entre viver uma história de amor e casar com um homem mais velho e rico, optou pelo casamento por interesse, dessa união nasceu Sofia. Sofia, como toda filha única, sempre foi muito cobrada, é a filhinha do papai que eles esperam ver casada com um bonito rapaz de família importante. Violeta sonha e planejada o casamento do século para a única filha. Quando Sofia assume ser lésbica, o mundo de Violeta desmorona e ela põe para fora todo o seu preconceito até então velado.
Durante um encontro na casa de Delfina, as três mulheres tiram as máscaras e expõem suas opiniões e verdades. É uma história que precisa ser contada e assistida. O público, além de se identificar de imediato, sairá do teatro com boas reflexões.
Delfina é uma mulher que sempre teve a cabeça livre de preconceitos. Uma mulher agitada e independente possui uma rotina dinâmica e cheia de afazeres – alguns mais típicos outros mais peculiares. Uma avó moderna e articulada. Ela se identifica com os marginalizados e, desde jovem, luta pelos direitos das “minorias”.
Violeta é uma mulher elegante, divertida e ardilosa. Seu lema de vida é: “Mantenha as aparências e impressione sempre”. Vive um casamento de fachada que lhe proporciona uma vida confortável. Ela foi sugada pelo mundo do marido, e possui uma maneira prática e decidida, às vezes, cínica de resolver os problemas e não raro é ela quem vai sobrepor a Delfina e a Sofia em termos de sensatez e amadurecimento.
Sofia tem uma relação conflituosa com os pais, e encontra na avó o apoio não encontrado na relação com a mãe. Seu olhar para o mundo feminino instalado à sua volta é aguçado e provocador. Ela vive às turras com a mãe, mas o novo cotidiano intensifica seus laços com a avó.
Ao mostrar essa complicada relação entre mãe, filha e avó o espetáculo consegue expor, de maneira emocional, as agruras e alegrias do universo feminino. Não interessa que você, mulher, não tenha muitas amigas, nem more em uma grande metrópole, mas você já deu boas gargalhadas com as amigas falando sobre assuntos corriqueiros, sobre sua vida sexual, já se sentiu insegura em um relacionamento, já falou sobre o tamanho dos membros masculinos, já contou suas experiências sexuais, já tentou viver novas experiências, já sonhou com um príncipe encantado, já gastou mais do que podia em um sapato ou um vestido dos sonhos.
Serviço
Além do que os nossos olhos registram
Data: 19 e 20/05/2018
Horário:Sábado, às 21h e domingo, às 19h
local: Auditório Salvador de Ferrante – Guairinha
Ingressos: PLATEIA R$90 e 1º BALCÃO R$ 60
Classificação: 12 anos

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.