TEATRO: Outrofobia


O Teatro José Maria Santos será o local de estreia da peça “Outrofobia”, no dia 27 de junho. A montagem apresenta uma série de cenas cujo eixo é o modo como vemos o outro. Baseada em textos do escritor e historiador carioca Alex Castro, que tem uma obra com o mesmo nome, “Outrofobia” busca fazer com que o espectador perceba o modo como vê e trata as pessoas ao seu redor, especialmente as menos privilegiadas. Pensar sobre esse olhar para o outro é especialmente importante num mundo em que o “diferente” é, tantas vezes, desprezado e visto como inferior.
Misoginia, machismo, racismo e homofobia, por exemplo, assim como outras “fobias” direcionadas a quem é “diferente” (agrupadas por Alex Castro sob a definição genérica de “outrofobia”), são atitudes bastante presentes na sociedade atual – e particularmente no Brasil de hoje, marcado pela polarização política –, o que reveste o trabalho de especial importância.
As cenas variadas fazem da peça um espetáculo dinâmico e atraente. Apesar de levantarem temas profundos e necessários, são perpassadas pelo humor por vezes ácido característico dos textos de Alex Castro.
Na temporada de estreia, o espetáculo fica em cartaz de 27 de junho a 14 de julho, de quinta a sábado, às 20 horas, e às 19 horas nos domingos. A direção é de Surian Barone. No elenco Leonardo Goulart,Tarcísio Alencar, Tomás Barreiros (responsável pela seleção e adaptação dos textos), Sol do Rosário, AlineValencio, Kauê Marquetti e Eduardo Fávero. A iluminação é de Marcello Santos Andrade (Cia. Karagoz); os figurinos são de Marisa Hull e Alecssander Mattos é responsável pelo cenário e objetos de cena. Kael da Silva cuida da operação de luz e som.
Serviço
“Outrofobia”
Data: De 27/06 a 14/07/2019
Horário: de quinta a sábado, às 20h e domingo, às 19h
Local: Teatro José Maria Santos (R. Treze de Maio, 6755)
Ingressos: R$ 40
Classificação: 16 anos

Tamie Ono Lor
Tamie Ono Lor
Tamie é jornalista e possui especialização em Novas Tecnologias da Comunicação. Ela está sempre querendo absorver um pouco do mundo que a cerca, de preferência com uma câmera na mão. A oriental respira cultura e seu trabalho é também sua diversão.